sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dedinho

Ela encanta 
Floresce e desanda
Sabe ser doce
E um pouco salgada

 É uma mistura de afeto
 Amor e proteção 
Tantas vezes digo que ela é meu fardo, 
Mas ela sabe que não
  
Constrói o seu jardim 
Com flores de lantejoula 
Colore sua meninice 
Com pitadas de aurora

 É que está naquela fase de ser primavera 
Em que a vida se resume em radiante 
e intensa descoberta  

Ela sabe que eu estarei sempre aqui
 E que serei sempre seu alicerce 
Juraremos eterno dedinho 
Para que você nunca esqueça essa prece 

Talvez não entenda nada 
São tantas palavras emaranhadas 
Uma confusão de ideias 
Feitas por essa irmã tão desastrada
  
Este foi um meio que encontrei 
Para dizer o quanto te quero bem
 Parabéns, raio de sol da janela 
Que incomoda todos os dias, 

Mas que é essencial para minha vida 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Plante um poema

Poderia permitir
Tudo em branco
Só um papel amassado
Como qualquer outro

Mas não me contenho
As palavras surgem
Sem motivo ou porquê
E vão decalcando a linha
Buscando sua própria rima

Surge então um nó
Um emaranhado de letras
Que às vezes levam
A lugar algum

Então as palavras seguem
E vão ganhando vida
Ignorando regras e medidas

Mesmo sem moldura ou coxia
Do verso, fez-se brotar a poesia